CRÍTICA DO FILME ESTÔMAGO 2

No dia 9 de setembro o blog foi prestigiar o filme Estômago 2, continuação do primeiro longa-metragem de 2007. 

Do diretor Marcos Jorge e estrelado por João Miguel, que faz o papel do chef de cozinha Nonato, agora conta com a participação do ator Nicola Siri, que faz o papel do chef de cozinha Dom Caroglio, um perigoso bandido italiano, que agora terá que disputar o poder como chef de cozinha da penitenciária com Nonato. 

Se no primeiro filme, a 17 anos atrás, a gastronomia está bem presente do começo ao fim do texto, junto a historia de nonato, no segundo longa metragem, a culinária acaba por ficar em segundo plano,  sendo focalizado mais na parte criminal muitas vezes, tendo como pano de fundo o presídio, ainda que em alguns momentos, aparece a cozinha e algumas receitas clássicas, como o Bauru, tradicional sanduíche paulista. 

O filme peca pela falta de ousadia em usar a gastronomia como algo de valor social e por descentralizar o personagem principal do meio para o final. 

Um ponto interessante é o uso da culinária como forma de vingança, se transformando em uma arma criminal, onde Dom Caroglio, explode seu restaurante na Itália para livrar a moça com qual estava interessado, ajudando ela a se livrar do irmão, que acabou herdando os poderes do pai. 

Essa parte me remete ao filme O Menu, também de gastronomia, onde o chef prepara um menu degustação, e tudo não se passava de uma vingança com todos os convidados que estavam presentes, que de alguma maneira tem ligação com o chef. 

Ao final, como volta por cima, Nonato é solto da cadeia e é levado para a Itália para trabalhar com Dom Caroglio, fazendo filme voltar ao seu foco principal que é a gastronomia.